domingo, 11 de outubro de 2015

INTEGRIDADE E CORAGEM EM TEMPOS DE CRISE

Texto (Neemias 1.1-7) As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,

2 que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam e que restaram do cativeiro e acerca de Jerusalém.

3 E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo.

4 E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.

5 E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!

6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos.

7 De todo nos corrompemos contra ti e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo.

APLICAÇÃO

Quase que por definição, os líderes têm um objetivo ao qual estão vinculados, e esse senso de missões ajuda a guiar suas decisões e a determinar suas estratégia.

A Missão de Neemias nasceu a partir de seu conhecimento da Lei de sua conscientização de que a destruição de Jerusalém havia acontecido por causa do juízo de Deus sobre os pecados do povo. Ao mesmo tempo, ele sabia que o Altíssimo estava disposto a perdoar os seus pecados e a restabelecer os israelitas na terra. 

Então Neemias decidiu encarregar-se da reconstrução da cidade de acordo com as promessas divinas e começou a desenvolver uma estratégia com esse objetivo. Neemias não criou um senso de missões do nada ou firmado em seus próprios interesses. Ele respondeu às notícias sobre a situação de Jerusalém com lágrimas, oração, jejum e humildade, buscando a vontade do Senhor. 

Ao preparar-se para estar diante do rei, ele, provavelmente, não sabia ao certo o que deveria dizer ou fazer; apenas sabia que precisava ir a Jerusalém. Ele também não poderia ter noção de tudo o que encontraria quando chegasse à cidade arruinada.

Apesar disso, convencido de que o Todo-poderoso queria que a Cidade Santa fosse restaurada, Neemias deu um passo à frente como agente de transformação, e sua liderança provou ser estratégica. (Comentário extraído do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

Quando A Crise Mostra A Sua Face

(Ne 1.3) “E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo”  

A vida era difícil para o povo em Jerusalém, em grande parte, devido às condições do muro da cidade. No antigo Oriente Médio, o muro de uma cidade fornecia proteção aos habitantes e, conforme criam, era um sinal da proteção do deus (ou deuses) cultuado (s) por aquele povo. Logo, o estado arruinado do muto de Jerusalém envergonhava o nome de Deus. (Comentário: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

INTRODUÇÃO

Nesta mensagem falaremos sobre a vida, a obra e o ministério de Neemias. Veremos como se deu a reconstrução dos muros de Jerusalém por Israel e como este, ao se voltar à Palavra de Deus, teve a sua fé renovada. Destacaremos os aspectos biográficos de Neemias. A crise que o levou a interceder diante de Deus por seu povo e a agir, ousada e sabiamente, a fim de restaurá-lo espiritual e moralmente.

PRIMEIRO

A CRISE EM JERUSALÉM

1. Antecedentes históricos. Por causa de sua deliberada desobediência ao Senhor, o reino do Norte, composto por dez tribos, foi destruído pela Assíria que, para humilhar ainda mais os filhos de Israel, levou-os cativos à Mesopotâmia. Isso aconteceu em 722 a.C. Em 586 a.C., foi a vez do reino do Sul. Veio Nabucodonosor contra Jerusalém, deitou por terra o Santo Templo e derribou os muros da Cidade Santa. Em seguida, levou os filhos de Judá cativos a Babilônia, onde permaneceriam durante setenta anos (Jr 25.11) E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. 

2. Deus dá o escape. Com a ascensão do império medo-persa no ano 536 a.C., o rei Ciro, instigado por Deus, permite que um grupo de judeus retorne a Jerusalém, a fim de reconstruir os muros da cidade e reerguer o Santo Templo. (Dn 8.3) Levantei os olhos, e olhei, e eis que estava em pé diante do rio um carneiro, que tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos; mas um era mais alto do que o outro, e o mais alto subiu por último. O carneiro representa o império meso persa. As duas pontas simbolizam os países da Média e da Pérsia. (Comentário extraído do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

(Ed 1.1) No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto. O Senhor sempre dá um escape aos seus servos, quando estes o honram e lhe obedecem à Palavra. Observemos que Ciro era um rei gentio. Isso nos mostra que Deus, para cumprir o seu propósito, usa a quem Ele quer e como quer. 

{- O primeiro ano de Ciro é uma referência ao primeiro ano do reinado dele na Babilônia. Em 539 a.C. Ciro, o Grande, fundador do importante império persa, conquistou a Babilônia sem lutas. Ele reinou como rei da Pérsia de 559 - 530 a.C. Para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boda de Jeremias.

Jeremias tinha profetizado que o cativeiro babilônico duraria, pelo menos, 70 anos. (Jr 25.12-14). Acontecerá, porém, que quando se cumprirem os setenta anos, castigarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a terra dos caldeus; farei dela uma desolação perpetua. 
  
13 E trarei sobre aquela terra todas as minhas palavras, que tenho proferido contra ela, tudo quanto está escrito neste livro, que profetizou Jeremias contra todas as nações. 
  
14 Porque deles, sim, deles mesmos muitas nações e grandes reis farão escravos; assim lhes retribuirei segundo os seus feitos, e segundo as obras das suas mãos. Isto de fato ocorreu.

O pregão de Ciro foi proclamado pelos arautos nas principais cidades do império e também informado publicamente por escrito, Este pregão era preservado nos registros oficiais da Pérsia. (Ed 6.)} (Comentário extraído do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

3. A volta com Zorobabel. Sob a proteção de Ciro, uma primeira leva de 42.360 judeus, sob a liderança de Zorobabel, retorna a Jerusalém, para reconstruir a cidade e a Casa de Deus. (2 Cr 36.22-23)  Ora, no primeiro ano de Ciro, rei da pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto: 
  
23 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós de todo o seu povo suba, e o Senhor seu Deus seja com ele.

- A expressão no primeiro ano de Ciro refere-se ao seu primeiro ano como governador da Babilônia, e não seu primeiro ano sobre a Média e a Pérsia em 550 a.C. Doze anos mais tarde, ele colocou a Babilônia sob seu controle e emitiu seu famoso decreto, conhecido no Antigo Testamento (leia também Esdras 1.2-4) e no Cilindro de Ciro. Este foi seu primeiro ano de envolvimento com o povo judeu. Os 70 anos de Jeremias foram de 609 a 539 a.C. aproximadamente.

- Despertou o Senhor. Ciro não somente foi monarca poderoso, mas também, um instrumento pelo qual Deus libertou Seu povo do exílio, fez com que os israelitas retornassem para sua terra e reconstruiu o templo. (Is 44.28; 45.1).

- O Senhor, Deus dos céus, me deu. De acordo com seu próprio relato no Cilindro de Ciro, o deus que chamou e abençoou Ciro foi Marduque, deidade principal do panteão de deuses babilônicos. Como era um documento para leitores babilônicos, sua referência a Marduque é compreensível. A bíblia atribui o sucesso dele ao Senhor vivo. Foi o próprio Deus quem deu soberania para Ciro, ordenou que ele reconstruísse o templo de Jerusalém e o inspirou a libertar os judeus para voltarem para o próprio país. Ciro estava disposto a incluir o Deus de Israel entre os deuses que ele reconhecia e exaltava. O templo e a cidade santa estavam em ruínas, mas o Senhor não havia terminado ainda . Ele estava prestes a levar os israelitas para sua terra e renovar suas promessas para salvá-los e restaurá-los. (Comentário: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

(Jr 29.10) Porque assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. 

No Êxodo, a população de Israel era, de acordo com alguns cálculos, de aproximadamente três milhões de pessoas. Mas esse número foi decrescendo à proporção que o povo se rebelava contra Deus. 

A desobediência é pecado e todo pecado traz irreparáveis consequências. Por isso, deve o crente afastar-se da iniquidade e de tudo que lhe possa prejudicar a comunhão com o Senhor. Zorobabel começou a reconstrução pelo altar. 

(Ed 3.2-3) Então se levantou Jesuá, filho de Jozadaque, com seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos; e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, homem de Deus. 
  
3 Colocaram o altar sobre a sua base (pois o terror estava sobre eles por causa dos povos das terras e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, holocaustos pela manhã e à tarde). 

Se este acha-se em ruínas, nada prospera no meio do povo de Deus. Algum tempo depois, os inimigos levantaram-se e denunciaram a reconstrução da cidade ao rei medo-persa que, nessa ocasião, era Artaxerxes. Eles pediram-lhe que ordenasse a paralisação dos trabalhos. Mas, com a subida de Dario ao trono, a obra foi retomada e concluída (Ed 6). 

O Santo Templo foi reinaugurado em 516 a.C. (Ed 6.13-22) Então Tatenai, o governador a oeste do Rio, Setar-Bozenai, e os seus companheiros executaram com toda a diligência o que mandara o rei Dario. 

- (Tatenai, apressuradamente, cumpriu as ordens do rei. Não existe indicação de que ele tenha maltratado o povo judeu de forma alguma). 
  
14 Assim os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia de Ageu o profeta e de Zacarias, filho de Ido. Edificaram e acabaram a casa de acordo com o mandado do Deus de Israel, e de acordo com o decreto de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. 

- Eles iam prosperando. O Altíssimo abençõou o povo porque este ouviu os profetas e a pregação da Palavra de Deus. Artaxerxes (424 a.C.) ajudou a reconstrução do templo, embora ela tenha sido concluída alguns anos antes que ele assumisse o poder. Artaxerxes contribuiu para a prosperidade do templo ao editar um decreto relativo à sua manutenção. (Ed 7. 15-21) E acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario. 

- O templo ficou pronto em 512 a.C., no mês de Adar, correspondente a fevereiro/março do nosso calendário. 

16 E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria.

- Celebraram com alegria. Algumas pessoas sugerem que os Samos 145 - 148 foram usados para festejar o término da reconstrução do primeiro templo. 

17 Ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros; e como oferta pelo pecado por todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel.

- Como aconteceu na consagração do primeiro templo, esta foi também celebrada com uma abundância de sacrifícios. Ainda que o número de carneiros de bois oferecidos na consagração do templo de Salomão tenha sido 200 vezes maior. 

(IRs 8.63) Ora, Salomão deu, para o sacrifício pacífico ofereceu ao Senhor, vinte e dois mil bois e cento e vinte ovelhas. Assim orei e todos os filhos consagraram a casa do Senhor. (Deve-se observar que, além disso, havia mais gente e mais ricos participando dela).

18 E puseram os sacerdotes nas suas divisões e os levitas nas suas turmas, para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme o que está escrito no livro de Moisés. 

- A Lei  estabelecia as funções dos sacerdotes e levitas (Nm 18). Tempos depois, as divisões deles foram institupidas por Davi. 

19 E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês. 

- É provável que essa celebração da Páscoa tenha sido excepcionalmente memorável. Desde o cativeiro, essa era a prmeira vez que o povo conseguia comemorar de acordo com a Lei: cin sacrifícios oferecidos no templo. 

20 Pois os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos estavam limpos. E imolaram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos. 

- Os sacerdotes e levitas se tinham purificado para que pudessem realizar as obrigações de seu ofício. Os levitas mataram o cordeiro da Páscoa por todos e por si mesmos. Originalmente, o cordeiro pascoal era morto pelo chefe de cada família (Ex 12.6). Na época de Ezequias, esse sacrifício era feito pelos levitas por todos que não estivessem purificados (2 Cr 35.10-15). Desse modo, a observância pascoal foi ligeiramente modificada com o passar dos anos embora ainda fosse observada em seu dia original (compare Êx 12.6 com Ed 6.19). 

21 Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel;

- A designação nações da terra, evidentemente, refere-se ao povo que tinha sido levado para a Palestina pelos assírios (Ed 4.4) Então o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e os inquietava, impedindo-os de edificar.  Os que a eles se apartavam eram os israelitas que haviam permanecido na terra durante o cativeiro. 

A imundícia  da qual eles se tinha separado era a idolatria praticada pelos pagãos e, talvez, os casamentos com os estrangeiros. 

22 e celebraram a festa dos pães ázimos por sete dias com alegria; porque o Senhor os tinha alegrado, tendo mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.

- A  Festa dos Pães Asmos acontecia imediatamente após a Páscoa. O rei da Assíria é uma referência a Dario, pois, mesmo que, de fato, fosse o governante da Pérsia, ele podia ser chamado de rei da Assíria porque era o rei do antigo rei da Assíria. 

Talvez o título Deus de Israel tenha sido eficaz em ajudar o povo judeu a adquirir, mais uma vez, o senso de sua verdadeira herança e reacender sua real esperança.  (Ed 6.13-22). Comentário extraído do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

Através do rei Ciro, o Senhor proporcionou o escape ao povo judeu, trazendo Zorobabel a Jerusalém para reconstruí-la.

SEGUNDO

O CHAMADO DE NEEMIAS

1. Quem era Neemias. Seu nome significa “Deus consola”. Ele era filho de Hacalias e o seu irmão chamava-se Hanani. Na corte persa, exerceu a função de copeiro do rei Artaxerxes. (Ne 1.1-2) Palavras de Neemias, filho de Hacalias. Ora, sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a capital,   

2 que veio Hanâni, um de meus irmãos, com alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que tinham escapado e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. (Ne 7.2)  pus Hanâni, meu irmão, e Hananias, governador do castelo, sobre Jerusalém; pois ele era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos. Como se vê, Deus usa as pessoas segundo o seu querer e de acordo com a sua vontade.

- Neemias, era um estadista de alto posto associado a Esdras no trabalho de restabelecimento do povo de Judá na Terra Prometida. 

O mês de quisleu corresponde a novembro e dezembro em nosso calendário. O ano vigévimo refere-se ao décimo sendo ano do reinado de Artaxerxes I. Artaxerxes era o mesmo rei persa que havia delegado poderes a Esdras a fim de que voltasse para Jerusalém. (Ed 7.1) Comentário extraido do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).

2. Chamado por Deus. Catorze anos depois da expedição de Esdras a Jerusalém, em 444 a.C, Neemias recebe urgentes e preocupantes notícias de Jerusalém. Apesar de o Santo Templo já estar funcionando conforme as leis levíticas, a cidade encontrava-se ainda abandonada (Ed 6.14-16) Assim os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia de Ageu o profeta e de Zacarias, filho de Ido. Edificaram e acabaram a casa de acordo com o mandado do Deus de Israel, e de acordo com o decreto de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.   

15 E acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.   

16 E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria.  

Ele, então, sente o chamado de Deus para deixar o conforto palaciano e viajar para Israel, a fim de reconstruir os muros da Cidade Santa que se achavam fendidos “e as suas portas, queimadas a fogo” (Ne 1.3) Eles me responderam: Os restantes que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande aflição e opróbrio; também está derribado o muro de Jerusalém, e as suas portas queimadas a fogo.   

Aqui, temos uma grande lição. Templo sem muros é igreja sem doutrina. E as portas queimadas representam o liberalismo que, infelizmente, predomina em muitas igrejas, facilitando a entrada de costumes mundanos entre os santos. Não é o que ocorre em nossos dias? Que jamais venhamos abandonar os padrões bíblicos de santidade, conduta e ética.

3. Orando em tempos de crise. “Assentei-me e chorei” (Ne 1.4) Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu.  

Ao tomar conhecimento da situação de seu povo, em Jerusalém, Neemias sentiu-se incomodado e pôs-se a orar ao Senhor. Sua oração, regada com abundantes lágrimas e acompanhada de jejum, lamentos, adoração e confissão, é um exemplo de como um homem de Deus deve proceder em momentos de crise. (Ne 1. 5-10)  e disse: Ó Senhor, Deus do céu, Deus grande e temível, que guardas o pacto e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos: 

- e disse: ó Senhor. Neemias clamou a Deus usando Seu nome relacionado ao concerto com Israel (Êx 6.2-9). A utilização desse título por parte de Neemias é similar ao uso que fazemos da frase em nome de Jesus em nossas orações.

- Deus dos céus.  Neemias reconhecia o governo de Deus sobre o mundo, incluindo Sua soberania sobre o rei pagão que estava sobre Neemias, o povo judeu e a cidade de Jerusalém.

- Concerto e benignidade. Ao usar essas duas palavras juntas, Neemias estava lembrando o Senhor das Suas promessas. O Todo-poderoso havia firmado Seu caráter na Sua lealdade demonstrada no concerto estabelecido com o Seu povo. De acordo com os termos da aliança (Dt 28; 29), Deus tornou as Bênçãos disponíveis apenas àqueles que cumprissem os mandamentos dele.
  
Estejam atentos os teus ouvidos e abertos os teus olhos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos; 

- Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos. Neemias pediu a Deus que olhasse para ele e ouvisse-o enquanto orava. A intenção dessas palavras era encorajar aquele que estivesse orando, pois o Senhor não cerra Seus ouvidos nem Seus olhos para o Seu povo (Êx 2. 23-25) No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel gemiam debaixo da servidão; pelo que clamaram, e subiu a Deus o seu clamor por causa dessa servidão. 
  
24 Então Deus, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do seu pacto com Abraão, com Isaque e com Jacó.   

25 E atentou Deus para os filhos de Israel; e Deus os conheceu.

- Filhos de Israel. Ao usar essa expressão em relação ao povo judeu. Neemias ressaltou a continuidade do povo judeu de sua época com os israelitas do passado. Ele, então, confessou os pecados da casa de seu pai, assim como os da sua própria casa. Sua confissão foi nacional, pública e pessoal. Seu próprio pecado fazia parte deu um todo.  

7 na verdade temos procedido perversamente contra ti, e não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a teu servo Moisés. 

- Israel havia pecado contra o Senhor e contra os Seus mandamentos. Ao usar o pronome nos, Neemias se incluiu entre o povo pecador.

- Mandamentos estatutos e juízos. Essas expressões descrevem a totalidade da Lei divina (Ne 9.13-14).

8 Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a teu servo Moisés, dizendo: Se vós transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos; 

- Lembra-te. Depois de confessar tanto o seu pecado quanto o do povo, Neemias lembrou o Senhor acerca do que Ele mesmo tinha dito.

- Eu vos espalharei entre os povos. Essa é uma alusão ao concerto de Deus em (Levítico 26. 27-45) e (Deutoronômio 30. 1-5). O próprio Neemias havia nascido na Pérsia, uma nação distante, porque o Altíssimo tinha cumprido essa promessa.
   
9 mas se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.

- O Senhor havia prometido que, se os israelitas se voltassem para Ele em obediência, o Altíssimo iria ajuntá-los mais uma vez na terra deles. Neemias se dirigiu ao Senhor como o Deus que mantém o concerto e confessou os seus pecados e os do povo, porque a Lei exigia confissão (Lv 16.21) e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso.  Então, lembrou o Todo-poderoso de Sua promessa: fazer com que Israel retornasse para sua terra.

- E os trarei ao lugar que tenho escolhido par ale fazer habitar o meu nome. A última intenção do concerto divino não era apenas fazer o povo regressar, mas fazê-lo voltar ao lugar onde o Altíssimo estabelecera Seu nome. Para que isso acontecesse, muito precisava ser feito. Então, mesmo sendo verdade que algumas pessoas tinham retornado para a terra e que o templo tinha sido reconstruído, permanecia o fato de que o muro de Jerusalém estava em ruínas e o povo estava sob repreensão (Ne 5.9) Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos povos, os nosso inimigos? Também eu, meus irmãos e meus moços lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos, peço-vos este ganho. Nesse sentido Jerusalém ainda não tinha sido restaurada.    

10 Eles são os teus servos e o teu povo, que resgataste com o teu grande poder e com a tua mão poderosa.

- Teus servos e o teu povo. Ao utilizar essa frase, Neemias estava sugerindo ao Senhor que a época era propícia, o povo estava preparado e o trabalho de restauração de Jerusalém era justo. 

- Tua forte mão. é uma das expressões associadas com a libertação, da parte de Deus, de Israel do Egito (Êx 6.1; 13.14; 15.6; Dt 6.21). 

(Os Comentários de Neemias 1. 5-10 foram extraídos do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel).  

Ele fez o que o Senhor ordenou em (2 Crônicas 7.14)   e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.  

Neemias orou durante quatro meses antes de se dirigir ao rei. (cf. Ne 1.1) e (Ne 2.1). A oração é a chave que nos abre as portas dos céus. 

Neemias não confiava em sua capacidade ou habilidades diplomáticas. Sua confiança estava no Todo-Poderoso que ouve e responde as nossas orações. 

Neemias Foi Chamado Por Deus Para Deixar O Conforto Palaciano A Fim De Reconstruir Os Muros De Jerusalém.

TERCEIRO

A INTERCESSÃO DE NEEMIAS

1. Ele Adorou a Deus. (Ne 1.5) “E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!” 

Neemias não iniciou sua oração, pedindo; iniciou-a, adorando a Deus. Antes de pedir, de suplicar, o crente deve adorar e exaltar o nome do Senhor. Adore ao Senhor pelo que Ele é independentemente do que venha a fazer em seu favor.

2. Ele intercedeu por seu povo (Ne 1.6)  Estejam atentos os teus ouvidos e abertos os teus olhos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos. 

Hoje, mais do que nunca, há necessidade de contínua intercessão pela família, pela igreja e pela nação. A sociedade atual em nada difere de Sodoma e Gomorra. Os governos posicionam-se abertamente contra os princípios da Palavra de Deus. O aborto é defendido como “caso de saúde pública” e não de ética ou de moral. O homossexualismo tem expresso apoio das autoridades. Por isso, a Igreja precisa orar e suplicar ainda mais a intervenção de Deus em nossa nação. 

(2 Cr 7.14-16) e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.   

15 Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar.  

16 Pois agora escolhi e consagrei esta casa, para que nela esteja o meu nome para sempre; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração perpetuamente. Temos de interceder, chorar e jejuar por nosso país antes que seja tarde.

- Se o povo de Deus fizesse três coisa, o Senhor responderia de três maneiras: O povo tinha de se humilhar (ou seja, submeter-se), orar (arrependendo-se) e voltar-se, ou retornar para Ele. 

Se fizesse assim, Deus iria ouvi-los, perdoar-lhes os pecados e sarar a sua terra. 

O Senhor desafiou Salomão a permanecer fiel e Ele e às leis do concerto, para que pudesse desfrutar inteiramente dos benefícios das Bênçãos de Deus. (Comentário extraído do livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel). 

3. Ele fez confissão de pecados (Ne 1.6b) pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti. A confissão foi certamente um dos pontos altos da oração de Neemias. Ele tinha consciência do pecado de seu povo contra Deus. Aliás, Israel mesmo conhecia as advertências dos profetas quanto à desobediência à lei divina. 

Uma das mais terríveis era a sua dispersão pelas nações. (Ne 1.9) mas se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.  

Foi exatamente o que aconteceu: os judeus amargaram setenta anos de exílio em Babilônia. (Jr 25.11-12; 29.10)  E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.  

12 Acontecerá, porém, que quando se cumprirem os setenta anos, castigarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a terra dos caldeus; farei dela uma desolação perpetua. 

(Jr 29.10) Porque assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.  

Para castigar, Deus tem limites, mas para abençoar, é ilimitado. Sua benignidade é para sempre (Sl 106.1) Louvai ao Senhor. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. A intercessão de Neemias caracterizou-se pela adoração a Deus, súplicas pelo povo e confissão sincera de pecados.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

Independente da visão da autoria de Esdras e Neemias e a sua relação com Crônicas, o ponto de vista teológico da coleção [Livros de Esdras, Neemias e 2 Crônicas] é essencialmente o mesmo. 

A mensagem é endereçada à comunidade pós-exílica dos judeus que desejam saber se há esperança de restauração política e religiosa. 

O tema central é que há realmente esperança, mas essa esperança tem de estar concretizada na reconstrução do Templo, do culto e do sacerdócio. 

Só quando os judeus remanescentes se tornassem a nação teocrática, fundamentada e fiel ao concerto que o Senhor fez com os seus pais, é que poderiam reavivar a casa davídica e esperar o reinício do seu papel de mediação entre as nações da terra. 

Esdras E Neemias São Incumbidos De Esclarecer: 

1. A Pessoa e obras de Deus.

2. A identidade e função de Israel como povo do concerto.

3. A natureza do concerto nos tempos pós-exílicos.
(ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.210).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Devocional

Nem todo o mundo tem o nome de Neemias em sua lista de personagens bíblicos favoritos. Imagino que isso se deva a, pelo menos, duas razões: Para começar, a maioria dos cristãos conhece bem pouco sobre ele. Suas leituras do Antigo Testamento são incompletas, e o livro de Neemias não é mencionado no Novo Testamento, inferem que não seja importante e não se interessam por ele. Se lhes fosse dito como é forte o caso que o liga a Moisés refundador da nação, para cuja criação Deus usou Moisés, ficariam surpresos. Além disso, aqueles que conhecem algo a seu respeito formaram uma imagem desagradável dele, que os impede de levá-lo a sério como homem de Deus. Veem-no como uma pessoa um tanto selvagem, que lançava a própria carga sobre os outros e nunca foi uma companhia agradável, em circunstância alguma. 

Notam as imprecações em suas orações: "Caia o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de cativeiro. E não cubras a sua iniquidade, e não se risque diante de ti o seu pecado" (Ne 4.4-5). Compare com (Ne 6.14 e 13.29), onde "lembrar" significa: ("lembrar para julgamento"). Observam que, ao menos em uma ocasião, ele amaldiçoou e espancou seus compatriotas, e arrancou-lhes os cabelos. (Ne 13.25). Contendi com eles, e os amaldiçoei; espanquei alguns deles e, arrancando-lhes os cabelos, os fiz jurar por Deus, e lhes disse: Não darei vossas filhas a seus filhos, e não tomareis suas filhas para vossos filhos, nem para vós mesmos. E então concluem que, dificilmente, ele era um homem bom; decerto, não um homem de grande estatura espiritual, de quem se pode aprender lições preciosas.

Qual É O Comentário Para Tal Avaliação? 

1. havia algumas arestas realmente ásperas em Neemias; todo líder as possui. Com base nos quatro temperamentos, ele parece ter sido um homem colérico, rijo, indócil e franco, que se sentia extremamente feliz despendendo energia em projetos desafiadores, e que achava mais fácil fazer do que ser. 

Pessoas desse tipo são sempre consideradas assustadoras, em particular quando, guiadas por seu zelo, falam e agem de modo excessivamente enfático o que acontece com frequência. 

2. Deus prepara Neemias para uma tarefa que um homem menos franco não seria capaz de executar. 

3. A limpeza que Jesus fez no Templo e a acusação que lançou aos fariseus foram mais rudes que qualquer coisa feita por Neemias. 

Se achamos que a impetuosidade de Jesus era justificada, podemos admitir a possibilidade de que a de Neemias também fosse. [...] Todavia, não defendo que Neemias tenha sido impecável. Eu seria tolo e beiraria à blasfêmia, se o fizesse. 

Jesus Cristo é o único homem sem pecado encontrado na Bíblia. [...] Todo servo de Deus falha, de um modo ou de outro, e Neemias não era a exceção à regra. Contudo, a sua força era maravilhosa. Por isso, espero que ninguém perca o interesse nesse estadista, simplesmente por havermos concordado que ele não era perfeito.
(PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, pp.35,36).

CONCLUSÃO

Nesta mensagem, aprendemos que Deus levanta homens, como Neemias, para executar seu propósito. O bravo e sábio judeu liderou a reconstrução de Jerusalém e a restauração espiritual do seu povo. Ele não se limitou a orar pela nação, mas agiu e não se curvou às circunstâncias. Precisamos de homens de oração e iniciativa para que ajudem na restauração moral e espiritual de nossa gente.

Fonte de Pesquisa. Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos 4º Trimestre de 2011
Comentarista: Elinaldo Renovato

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.
PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.

ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.

Livro: O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel



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terça-feira, 22 de setembro de 2015

SEGREDOS DO MAR DE DEUS



Texto (Apocalipse 4.6) também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;   

INTRODUÇÃO

Não há nada na bíblia que esteja escrito apenas por estar, em cada ponto, em cada vírgula há um propósito de Deus, no capitulo 4 de apocalipse vemos João descrevendo a sala do trono, e ele faz uma descrição muito interessante sobre o “piso” da sala do trono e descreve que era semelhante ao uma grande mar, com aparência de vidro.

Então fica a pergunta, por que semelhante ao mar? Qual a revelação que Deus queria transmitir? Vamos compreender alguns aspectos do mar de Deus.

PRIMEIRO ASPECTO

O MAR É TRANSPARENTE

Suas águas são incolores, sua aparência azul é devido ao reflexo do céu. O mar de vidro reflete a glória de Deus, cheia de luz e verdade.

O nosso Deus é santo e imutável e transparente, ele não mascara a verdade e nem a omiti, quando mergulhamos no mar de Deus, somos transformados e restaurados, ele arranca a máscara que está no nosso rosto e nos faz uma nova criatura.

SEGUNDO ASPECTO

O MAR É PROFUNDO

Há mares que possui uma profundidade tão grande, que nem mesmos os mais altos montes seriam capazes de atingir o fundo do mar, há mares com mais de 4000 mil metros de profundidade, nem mesmo com toda tecnologia o homem conseguiu chegar perto do fundo do mar.

Quando entramos no mar de Deus, não podemos ter medo de aprofundar, quanto mais mergulhamos em sua presença, mais íntimos nos tornamos dele, Deus não estabeleces limites na profundidade de relacionamento, quanto mais nos achegamos a Ele, mais Ele se aproxima de nós.

Façamos como Ezequiel deixe essas águas te levar.
E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar.

TERCEIRO ASPECTO

O MAR PRODUZ PRESSÃO

Esta é a razão dos cientistas não conseguirem aprofundar os seus conhecimentos sobre o mar, não há equipamento ou tecnologia que consiga suportar a pressão do mar.

É lindo se aprofundar no mar de Deus, mas devemos estar preparados para suportar a pressão que esse relacionamento provoca.

Quanto mais você se aprofunda, mais aumenta a pressão, vão te chamar de louco, fanático e bitolado, vão te xingar e te escorraçar pelo fato de ser diferente, pelo fato de estar perto de Deus. Até mesmo os que são da sua família vão te criticar.

Mas nada melhor do que estar perto de Deus, nada melhor que desfrutar de sua presença.

QUARTO ASPECTO

O MAR É MISTERIOSO

Há espécies de peixes no mar que até os dias de hoje não foram descobertas pelos cientistas, o mar possui segredos que até hoje não foram desvendados.

A pressão pode ser grande, mas aquele que se aprofunda na presença de Deus, conhece os mistérios que jamais foram revelados a ninguém, Deus vai fazer coisas na sua vida que vai fugir do seu entendimento, o preço pode ser alto.

Olha o que disse Jesus. (Jo 1.50) Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.

Olha o que disse Jeremias. (Jr 33.3) Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.

Olha o que disse Paulo. (ICo 2.9) As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.

CONCLUSÃO

Não tenha medo de mergulhar neste mar, não se preocupe com que as pessoas vão pensar, Deus quer lhe usar de uma forma extraordinária, Ele quer lhe revelar o sobrenatural. Deixe as águas deste mar te levar.

Autor: Michael Bastos